agosto 27, 2024

Sistema Kanban na Gestão Hospitalar: Abordagem da Metodologia Lean na Eficiência Organizacional

 
Sistema Kanban na Gestão Hospitalar: 

Abordagem da Metodologia Lean na Eficiência Organizacional

Texto por:

LILIANA GRADE: Unidade Local de Saúde Baixo Alentejo. Beja, Portugal. E-mail: liliana.grade@hotmail.com

BRUNO GROU: Unidade Local de Saúde Baixo Alentejo. Beja. E-mail: brunomsgrou@gmail.com

OLÍVIA BARBOSA: Unidade Local de Saúde do Alentejo Central. Évora. E-mail: mobarbosa@hevora.min-saude.pt


Com o aumento da expectativa de vida e a crescente procura por serviços de saúde, o setor da saúde, particularmente o hospitalar, enfrenta desafios significativos. O envelhecimento da população, aliado a pressões financeiras e orçamentais, coloca uma carga adicional sobre os recursos disponíveis e a capacidade de resposta do sistema de saúde.1

A investigação relativamente a metodologias e ferramentas que auxiliem a gestão e as novas tecnologias administrativas na área da saúde tem vindo a ganhar significância, no sentido de aferir os instrumentos, medir resultados e possibilitar a determinação dos parâmetros que são reconhecidos por todos, por forma a poder existir benchmarking.2

Benchmarking é um tipo de análise focada nas estratégias usadas por organizações do mesmo setor, reconhecidas como referências ou líderes de mercado. Esta análise recai sobre processos, métodos e resultados envolvendo a comparação de métricas de desempenho, indicadores de produtividade, custo, qualidade, satisfação do doente e eficiência operacional.1, 2

Nessa análise a metodologia Lean tem-se destacado com uma abordagem eficaz na otimização de processos, na minimização de desperdícios, na redução de custos desnecessários e na maximização da eficiência organizacional em diversos setores, incluindo a saúde.3 

Nos últimos anos a adaptação da metodologia Lean nos serviços de saúde tem vindo a tornar-se cada vez mais uma estratégia organizacional. A primeira publicação que se concentrou especificamente na aplicação desta metodologia à saúde foi no ano de 2008 com o livro "Lean Hospitals: Improving Quality, Patient Safety, and Employee Engagement".3, 4 Este livro destacou como os princípios Lean poderiam ser adaptados e implementados em hospitais e sistemas de saúde para promover uma cultura de melhoria contínua na prestação de serviços, ao melhorar a qualidade do cuidado, a segurança do doente e o compromisso dos profissionais. São cinco os Princípios Lean Thinking adaptados para o setor da saúde,4,5 com a finalidade de otimizar os processos produtivos e de gestão:

Valor - definido pelo doente e pelas suas necessidades e expectativas. Significa que os serviços e processos de saúde devem ser projetados para que os resultados sejam de acordo com o que o doente valoriza. É importante eliminar atividades que não agregam valor, como excesso de burocracia, espera desnecessária e procedimentos ineficientes.

Cadeia de Valor - refere-se a todas as etapas necessárias para fornecer um serviço ao doente, desde a marcação de uma consulta até ao acompanhamento pós-alta. Identificar e mapear a cadeia de Valor permite perceber os pontos de estrangulamento, os atrasos e os desperdícios no processo, o que facilita a implementação de melhorias destinadas a otimizar o fluxo de trabalho.

Fluxo de Valor - o objetivo é desenvolver uma fluidez continua garantindo que os processos fluam sem interrupções ou atrasos desnecessários. A implementação de fluxo no setor da saúde pode incluir a organização de equipas multidisciplinares, a redução de tempos de espera entre consultas e a padronização de processos para garantir consistência e eficiência.

Sistema Pull - significa fornecer serviços e tratamentos apenas quando solicitados pelo doente, ou seja, é a procura que inicia o processo. Pode ser alcançado através da implementação de sistemas de marcação de consultas baseados na procura, reduzindo os tempos de espera e garantindo que os recursos sejam alocados conforme necessário.

Procura da Perfeição - melhoria continua na criação de Valor e na eliminação do desperdício (desperdício Zero). Envolve a melhoria de todos os aspetos no atendimento ao doente, incluindo a redução de tempo de espera, a minimização de erros clínicos, a otimização de processos de diagnóstico e tratamento, maximização dos indicadores de produção e de satisfação centrados nos doentes.

agosto 11, 2024

A importância da saúde digital enquanto solução inovadora na sustentabilidade do SNS - Uma reflexão…

A importância da saúde digital enquanto solução inovadora na sustentabilidade do SNS - Uma reflexão…

Texto por: Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 
Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária

De acordo com o descrito na lei de bases da saúde, o principal propósito do sistema nacional de saúde prende-se com a garantia do direito à proteção da saúde através de um acesso atempado, equitativo e universal aos cuidados de saúde necessários por parte de todos os cidadãos, de acordo com a sua situação clínica e independentemente das suas condições económicas.

Desde a sua criação, o SNS tem progredido de forma notável na adaptação dos seus desígnios às necessidades e prioridades dos cidadãos de quem cuida, procurando responder de uma forma eficaz e o mais adequada possível.

Contudo, constatamos que o sistema de saúde atual é essencialmente um sistema desenhado para a doença, construído a meio do século passado. Apesar de até agora ter-se assistido a um imenso progresso no diagnóstico e tratamento médico, a maneira como os cuidados são administrados, não se assiste a uma mudança estrutural, profunda e emergente tanto quanto o necessário.

Acredito que esta mudança é premente para que o SNS, se torne sustentável e desta forma se possa adaptar face ao aumento exponencial de doenças crónicas, que agora representam 80% dos gastos na saúde, ao envelhecimento da população, cujo o estilo de vida adotado aumenta os fatores de risco associados à prevalência de múltiplas patologias crónicas, aos diminuídos níveis de literacia em saúde e às assimetrias no acessibilidade e equidade dos cuidados.

A combinação de todos estes fatores, associada aos níveis de produtividade e a um aumento da despesa em saúde, também ela acompanhada de um aumento progressivo do financiamento das políticas públicas através da aprovação de terapêuticas inovadoras, cada vez mais caras (biológicas, biossimilares, entre outras), faz com que, em função da previsível diminuição da população ativa, o setor da saúde em Portugal se encontre pressionado em garantir um modelo económico sustentável para o SNS.

Perante esta realidade, torna-se necessário redesenhar novos modelos de sistema de saúde de forma a conseguirmos promover a sua sustentabilidade, através de uma ponderação mais expressiva e equilibrada entre gestão das necessidades dos cidadãos, organizações e um equilíbrio na distribuição de recursos para este fim.

Neste contexto a inovação aliada à revolução digital em saúde permite-nos implementar estratégias que possibilitam a criação de um sistema de saúde futuro centrado na pessoa, enquanto cidadão cada vez mais informado e participativo no seu processo de saúde.

Este modelo de sistema de saúde, será organizado em redor das necessidades da pessoa, utilizando-se para esta organização o conjunto das potencialidades digitais (literacia digital e tecnológica, e saúde, tic, wearables, IoT,…) que a inovação engloba, possibilita um maior empoderamento e capacitação do cidadão determinante no sucesso dos cuidados.

Neste novo modelo de sistema de saúde, o foco dos cuidados incidirá nos resultados que a pessoa alcança nos diferentes momentos de cuidados sejam eles preventivos e promotores da saúde, terapêuticos, de reabilitação e/ou apoio.

Neste sentido, reconhece-se a saúde digital como um elemento fundamental para a construção da autonomia individual relativa à saúde, em grande parte devido à consciencialização que os próprios indivíduos adquirem daquilo que é a sua responsabilidade em termos de gestão da informação disponível.

Por outro lado, as potencialidades da saúde digital neste novo modelo de sustentabilidade do SNS, relacionam-se com a possibilidade que a organização apresenta de obter a informação organizada, mais acessível, informação essa por sua vez, facilitadora de processos de comunicação capazes de promover a eficiência e produtividade já que, facilitam o desempenho e minimizam o tempo despendido em atividades burocráticas, disponibilizando mais tempo para o que realmente importa, cuidado direto ao cliente adequado às suas reais necessidades. Desta forma, promovem a eficácia do cuidado, pois facilitam a tomada de decisão por parte de toda equipa de saúde.

Perante um paradigma de mudança, em que os meios tecnológicos desafiam o tempo, o espaço e o conhecimento, a saúde digital, enquanto instrumento fundamental na gestão, torna-se essencial pois possibilita compreender a complexidade das organizações e realizar, o planeamento e participação nos reajustamentos nos diferentes níveis de tomada de decisão necessários ao aumento da performance organizacional.

Acredito que as estratégias de transformação digital, pelo anteriormente descrito e através do princípio da aproximação do cidadão à saúde via resolução de desigualdades geográficas, melhoria do acesso aos cuidados de saúde e garantia de um acompanhamento mais continuado e articulado entre os diferentes níveis de cuidados, com menor dispersão de recursos contribuindo assim, para uma maior eficácia, eficiência e sustentabilidade do nosso SNS.

Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 

Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária

agosto 06, 2024

OS DESAFIOS DO SNS, A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E A LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL

 OS DESAFIOS DO SNS, A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E A LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL

Texto por: Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 
Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária 

Viver nos tempos modernos, implica felizmente o alcance de uma maior esperança de vida, com tudo o que isso implica para a pessoas e para o sistema de saúde. Um sistema de saúde, prestador de cuidados a uma população mais envelhecida e com um maior número de co morbilidades associadas, representa sem dúvida, um desafio à sustentabilidade do SNS. 

Nesta dinâmica, enquanto gestores e líderes num sistema de modelo beveriano, devemos assegurar a garantia do direito à proteção da saúde e assim promovemos um acesso equitativo e universal aos cuidados de saúde, com acesso atempado e adequado às necessidades, prioridades e estadios de cuidados de cada cidadão, independentemente das suas condições socio económicas. 

Neste contexto, não nos podemos também descentrar do fato do nosso cidadão, se encontrar cada vez mais informado no que respeita às suas necessidades de saúde. Simultaneamente, temos consciência de que dispomos de um conjunto de escassos recursos para fazer face a estas necessidades. De fato, trabalhamos num setor com um desenvolvimento tecnológico sem precedentes, no qual se tornou comum que organizações, instituições e empresas coloquem a aprendizagem permanente e a produção de novos conhecimentos e tecnologias como centro estratégico de sua sobrevivência e crescimento. 

Esta aposta efetiva na inovação, encontra cada vez mais sentido num mundo contemporâneo e globalizado por sua vez cada vez mais exposto a novas ameaças, riscos e sinais de vulnerabilidade à semelhança do que o recente contexto pandémico nos demonstrou. 

Em tempos pré pandémicos vivíamos num Mundo VUCA, Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, todas as mudanças ocorriam a uma velocidade estonteante, num verdadeiro contexto de incerteza, no qual as pessoas são consideradas visionárias e ágeis (Tratkowska, 2019). Porém com o período pandémico entramos, atrevo mesmo a dizer, numa realidade inversa e mais frágil abandonando o mundo VUCA e passando para o mundo BANI, Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível. Esta nova realidade torna-se de tal forma frágil que acarreta consigo medo, na medida em que percebemos que não estamos protegidos contra determinadas situações, como a pandemia que abalam o nosso mundo de um momento para o outro, abarcando consigo elevados níveis de ansiedade, por vivermos sempre no limite, o que ocasiona tomadas de decisão urgentes. 

Neste contexto, visionamos o mundo composto por um conjunto de eventos que parecem desconectados e desproporcionados entre si sendo importante referir que sem uma estrutura bem definida e padronizada, não é possível fazer organizações estruturadas (Cascio, 2020). Este contexto indica-nos que enquanto estrategas numa organização de saúde, necessitamos sem dúvida de repensar novos estilos de liderança, que tenham em consideração as características da sociedade na qual nos inserimos, as fragilidades e a sustentabilidade do próprio SNS, reconhecendo que se queremos ser bem sucedidos, perante este cenário se torna essencial assumir a importância da gestão estratégica de pessoas. Assim o considero, uma vez que, reconheço o potencial de competências dos profissionais de saúde tal como o seu potencial de adaptabilidade a novos desafios. 

Mediante este contexto, o papel da digitalização, da conetividade, da globalização e da comunicação, devem enquanto instrumentos de gestão reforçar o seu impacto nas organizações cada vez mais compostas por um conjunto de pessoas mais atentas, exigentes e participativas. Deste modo, é compreensível que os níveis de performance organizacional serão necessariamente mais elevados alavancados a níveis de eficiência e qualidade também eles elevados. São estas premissas que, nos conduzem a repensar e redefinir os modelos de gestão estratégica das pessoas que constituem as organizações enquanto motor das mesmas. 

Perante esta realidade, o capital humano bem liderado, potencia o sucesso das nossas organizações, podendo assim aumentar a sua vantagem competitiva através de uma gestão adequada de recursos, de elevados níveis de qualidade dos processos das organizações. São assim reconhecidos enquanto elementos chave, que possibilitam assegurar a capacidade de diferenciação dos cuidados prestados na organização e por outro lado terem a capacidade de anteciparem as necessidades dos seus clientes internos e externos (Nascimento et al.;2021). 

Um processo de gestão estratégica deve apresentar como principais características a aproximação permanente ao mercado e à envolvente da empresa, deve existir visão do exterior da organização, priorizar a flexibilidade, promoção da utilização dinâmica dos instrumentos de gestão, ao mesmo tempo que se desenvolvem e adequam mecanismos de feedback e de atenção de controlo, que acompanham a sofisticação dos sistemas de informação (Duarte et al.;2019). 

Nesta perspetiva de aproximação sistémica, devem estar presentes cinco princípios fundamentais na gestão de pessoas: o propósito e o significado, a ética e a justiça, crescimento e paixão, colaboração e relações pessoais, a transparência e abertura. 

Através da aplicação destes princípios acima enumerados, percebemos que os nossos profissionais são Pessoas, que possuem um conjunto de experiências, as quais resultam de um conjunto de aprendizagens que decorram ao longo da sua vida, dos seus processos formativos, dos seus talentos e paixões, o que influência a forma como mobilizam o conjunto das suas competências enquanto profissionais de saúde (Nascimento et al.;2021). 

Enquanto bons lideres, temos também nós de reunir um conjunto de ferramentas que nos possibilitem desenvolver um conjunto de novas competências nas quais se incluem, a coordenação relacional, a inteligência emocional, a negociação, a flexibilidade cognitiva, a resolução de conflitos e assim sermos capazes, com o foco no engagement das pessoas, sermos de aproveitar o potencial das nossos liderados, num processo de contínuo de desafio e encorajamento constante em busca da criatividade, inovação e aprendizagem ativa de toda a organização (Duarte et al.;2019). 

Desta forma, assiste-se ao desenvolvimento de uma cultura de confiança, comunicação autêntica, que simultaneamente promove a criatividade e a inovação, desenvolvendo iniciativas de benchmarking e networking que permitem a atualização e a capacidade de resposta num contexto em constante e rápida mudança. 

As organizações bem-sucedidas têm de passar de estruturas hierárquicas para modelos mais colaborativos e em rede, ancoradas em estruturas flexíveis e suportadas numa liderança caracterizada pela contínua capacidade de aprender, adaptar-se e desafiar os seus próprios modelos concetuais e operacionais de sucesso. 

A liderança eficaz garante um desempenho coletivo sustentável, sendo fundamental o desenvolvimento da liderança para melhorar a sua eficácia (Duarte et al.;2019). Reconheço assim de acordo com esta perspetiva, a relevância do empowerment de profissionais de saúde, dotando-os de capacidades de gestão, para a promoção de modelos de gestão mais adequados às necessidades das unidades de saúde e aos desafios que enfrentam. Neste processo, uma capacidade comportamental fundamental é a ambidextria organizacional, que deve demonstrar alinhamento e adaptabilidade no seu seio. O alinhamento assenta na coerência entre todos os padrões de atividade numa unidade ou seja, todos os processos trabalham no mesmo sentido e a adaptabilidade corresponde à capacidade de reconfigurar as atividades numa unidade organizacional de maneira a responder rapidamente a mudanças (Nascimento et al.;2021).

Mediante este contexto considero que devemos olhar para as nossas organizações do SNS e apostar num estilo de liderança transformacional. Assim o considero, já que, mediante este modelo de liderança o líder potencia e eleva as motivações dos seus seguidores, quando ele gera consciência e aceitação dos propósitos e da missão do grupo, e/ou quando incita os seus seguidores a deixar os seus próprios interesses de lado para o bem do grupo, inspirando-os para a realização de objetivos suportados por valores e ideais (Bass et al.;1994). 

Os líderes transformacionais conseguem potenciar a capacidade dos subordinados de pensarem por si próprios, de desenvolverem novas ideias e de questionarem as normas (Burns;1978). 

Partilho da perspetiva dos autores acima indicados, a qual defende que enquanto líderes transformacionais, conseguem envolver os seus subordinados num objetivo futuro atraente, inspiram-nos e levam-nos a comprometerem-se a atingir esse objetivo ou perspetiva. Conseguem-no através de um grande espírito de equipa que é construído através do seu entusiasmo, de elevados padrões morais, de integridade e otimismo e da sua capacidade em dar sentido ao trabalho dos seus seguidores, aumentando-lhes a autoeficácia, a confiança e a autodeterminação. 

Este estilo de líder exibem comportamentos carismáticos, despertam motivação inspiradora e fornecem estímulo intelectual, tratando com consideração individualizada os seguidores e transformando-os, de forma a alcançarem o seu pleno potencial e a gerarem níveis mais elevados de desempenho. 

Este processo de liderança é reconhecido principalmente por resultados como grandes mudanças na cultura, missão, objetivos e nas estratégias da organização. É considerado um processo relacional, em que os líderes mostram uma enorme preocupação em promover os comportamentos e atitudes dos seguidores que integram as equipas de trabalho multidisciplinares, tais como a satisfação, comprometimento e envolvimento. 

Considero assim que para além de repensarmos e readaptarmos os modelos de gestão estratégica no SNS, sejam implementadas medidas objetivas, focadas apenas nos elementos essenciais de gestão, de forma a conseguirmos reagir à velocidade crescente de todos estes desafios, nas suas diversas dimensões.

Referências Bibliográficas:

Bass, B.M. & Avolio, B.J. (Eds.). (1994). Improving organizational effectiveness through transformational leadership. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Burns, J.M. (1978) Leadership. New York. Harper & Row.

Cascio, J. (2020). Facing the Age of Chaos. https://medium.com/@cascio/facing-the-age-ofchaos-b00687b1f51d.

Duarte, A.; Nascimento, G.; Almeida, F.(2019). Organização e Políticas Empresariais Capítulo 1 Gestão de pessoas 4.0 – Entre a continuidade e a reinvenção (pg. 15-53) Conjuntura Atual Editora ISBN:978-989-694-397-4.

Nascimento, G., & Duarte, A. (2021). Healthcare People Management - Preparing today’s professionals for tomorrow. Health Management.Org, 21(3), 126–131.

Tratkowska, K. (2019). Digital transformation: theoretical backgrounds of digital change. Management Sciences, 24(4), 32–37. https://doi.org/10.15611/ms.2019.4.05.