agosto 27, 2024

Sistema Kanban na Gestão Hospitalar: Abordagem da Metodologia Lean na Eficiência Organizacional

 
Sistema Kanban na Gestão Hospitalar: 

Abordagem da Metodologia Lean na Eficiência Organizacional

Texto por:

LILIANA GRADE: Unidade Local de Saúde Baixo Alentejo. Beja, Portugal. E-mail: liliana.grade@hotmail.com

BRUNO GROU: Unidade Local de Saúde Baixo Alentejo. Beja. E-mail: brunomsgrou@gmail.com

OLÍVIA BARBOSA: Unidade Local de Saúde do Alentejo Central. Évora. E-mail: mobarbosa@hevora.min-saude.pt


Com o aumento da expectativa de vida e a crescente procura por serviços de saúde, o setor da saúde, particularmente o hospitalar, enfrenta desafios significativos. O envelhecimento da população, aliado a pressões financeiras e orçamentais, coloca uma carga adicional sobre os recursos disponíveis e a capacidade de resposta do sistema de saúde.1

A investigação relativamente a metodologias e ferramentas que auxiliem a gestão e as novas tecnologias administrativas na área da saúde tem vindo a ganhar significância, no sentido de aferir os instrumentos, medir resultados e possibilitar a determinação dos parâmetros que são reconhecidos por todos, por forma a poder existir benchmarking.2

Benchmarking é um tipo de análise focada nas estratégias usadas por organizações do mesmo setor, reconhecidas como referências ou líderes de mercado. Esta análise recai sobre processos, métodos e resultados envolvendo a comparação de métricas de desempenho, indicadores de produtividade, custo, qualidade, satisfação do doente e eficiência operacional.1, 2

Nessa análise a metodologia Lean tem-se destacado com uma abordagem eficaz na otimização de processos, na minimização de desperdícios, na redução de custos desnecessários e na maximização da eficiência organizacional em diversos setores, incluindo a saúde.3 

Nos últimos anos a adaptação da metodologia Lean nos serviços de saúde tem vindo a tornar-se cada vez mais uma estratégia organizacional. A primeira publicação que se concentrou especificamente na aplicação desta metodologia à saúde foi no ano de 2008 com o livro "Lean Hospitals: Improving Quality, Patient Safety, and Employee Engagement".3, 4 Este livro destacou como os princípios Lean poderiam ser adaptados e implementados em hospitais e sistemas de saúde para promover uma cultura de melhoria contínua na prestação de serviços, ao melhorar a qualidade do cuidado, a segurança do doente e o compromisso dos profissionais. São cinco os Princípios Lean Thinking adaptados para o setor da saúde,4,5 com a finalidade de otimizar os processos produtivos e de gestão:

Valor - definido pelo doente e pelas suas necessidades e expectativas. Significa que os serviços e processos de saúde devem ser projetados para que os resultados sejam de acordo com o que o doente valoriza. É importante eliminar atividades que não agregam valor, como excesso de burocracia, espera desnecessária e procedimentos ineficientes.

Cadeia de Valor - refere-se a todas as etapas necessárias para fornecer um serviço ao doente, desde a marcação de uma consulta até ao acompanhamento pós-alta. Identificar e mapear a cadeia de Valor permite perceber os pontos de estrangulamento, os atrasos e os desperdícios no processo, o que facilita a implementação de melhorias destinadas a otimizar o fluxo de trabalho.

Fluxo de Valor - o objetivo é desenvolver uma fluidez continua garantindo que os processos fluam sem interrupções ou atrasos desnecessários. A implementação de fluxo no setor da saúde pode incluir a organização de equipas multidisciplinares, a redução de tempos de espera entre consultas e a padronização de processos para garantir consistência e eficiência.

Sistema Pull - significa fornecer serviços e tratamentos apenas quando solicitados pelo doente, ou seja, é a procura que inicia o processo. Pode ser alcançado através da implementação de sistemas de marcação de consultas baseados na procura, reduzindo os tempos de espera e garantindo que os recursos sejam alocados conforme necessário.

Procura da Perfeição - melhoria continua na criação de Valor e na eliminação do desperdício (desperdício Zero). Envolve a melhoria de todos os aspetos no atendimento ao doente, incluindo a redução de tempo de espera, a minimização de erros clínicos, a otimização de processos de diagnóstico e tratamento, maximização dos indicadores de produção e de satisfação centrados nos doentes.

agosto 11, 2024

A importância da saúde digital enquanto solução inovadora na sustentabilidade do SNS - Uma reflexão…

A importância da saúde digital enquanto solução inovadora na sustentabilidade do SNS - Uma reflexão…

Texto por: Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 
Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária

De acordo com o descrito na lei de bases da saúde, o principal propósito do sistema nacional de saúde prende-se com a garantia do direito à proteção da saúde através de um acesso atempado, equitativo e universal aos cuidados de saúde necessários por parte de todos os cidadãos, de acordo com a sua situação clínica e independentemente das suas condições económicas.

Desde a sua criação, o SNS tem progredido de forma notável na adaptação dos seus desígnios às necessidades e prioridades dos cidadãos de quem cuida, procurando responder de uma forma eficaz e o mais adequada possível.

Contudo, constatamos que o sistema de saúde atual é essencialmente um sistema desenhado para a doença, construído a meio do século passado. Apesar de até agora ter-se assistido a um imenso progresso no diagnóstico e tratamento médico, a maneira como os cuidados são administrados, não se assiste a uma mudança estrutural, profunda e emergente tanto quanto o necessário.

Acredito que esta mudança é premente para que o SNS, se torne sustentável e desta forma se possa adaptar face ao aumento exponencial de doenças crónicas, que agora representam 80% dos gastos na saúde, ao envelhecimento da população, cujo o estilo de vida adotado aumenta os fatores de risco associados à prevalência de múltiplas patologias crónicas, aos diminuídos níveis de literacia em saúde e às assimetrias no acessibilidade e equidade dos cuidados.

A combinação de todos estes fatores, associada aos níveis de produtividade e a um aumento da despesa em saúde, também ela acompanhada de um aumento progressivo do financiamento das políticas públicas através da aprovação de terapêuticas inovadoras, cada vez mais caras (biológicas, biossimilares, entre outras), faz com que, em função da previsível diminuição da população ativa, o setor da saúde em Portugal se encontre pressionado em garantir um modelo económico sustentável para o SNS.

Perante esta realidade, torna-se necessário redesenhar novos modelos de sistema de saúde de forma a conseguirmos promover a sua sustentabilidade, através de uma ponderação mais expressiva e equilibrada entre gestão das necessidades dos cidadãos, organizações e um equilíbrio na distribuição de recursos para este fim.

Neste contexto a inovação aliada à revolução digital em saúde permite-nos implementar estratégias que possibilitam a criação de um sistema de saúde futuro centrado na pessoa, enquanto cidadão cada vez mais informado e participativo no seu processo de saúde.

Este modelo de sistema de saúde, será organizado em redor das necessidades da pessoa, utilizando-se para esta organização o conjunto das potencialidades digitais (literacia digital e tecnológica, e saúde, tic, wearables, IoT,…) que a inovação engloba, possibilita um maior empoderamento e capacitação do cidadão determinante no sucesso dos cuidados.

Neste novo modelo de sistema de saúde, o foco dos cuidados incidirá nos resultados que a pessoa alcança nos diferentes momentos de cuidados sejam eles preventivos e promotores da saúde, terapêuticos, de reabilitação e/ou apoio.

Neste sentido, reconhece-se a saúde digital como um elemento fundamental para a construção da autonomia individual relativa à saúde, em grande parte devido à consciencialização que os próprios indivíduos adquirem daquilo que é a sua responsabilidade em termos de gestão da informação disponível.

Por outro lado, as potencialidades da saúde digital neste novo modelo de sustentabilidade do SNS, relacionam-se com a possibilidade que a organização apresenta de obter a informação organizada, mais acessível, informação essa por sua vez, facilitadora de processos de comunicação capazes de promover a eficiência e produtividade já que, facilitam o desempenho e minimizam o tempo despendido em atividades burocráticas, disponibilizando mais tempo para o que realmente importa, cuidado direto ao cliente adequado às suas reais necessidades. Desta forma, promovem a eficácia do cuidado, pois facilitam a tomada de decisão por parte de toda equipa de saúde.

Perante um paradigma de mudança, em que os meios tecnológicos desafiam o tempo, o espaço e o conhecimento, a saúde digital, enquanto instrumento fundamental na gestão, torna-se essencial pois possibilita compreender a complexidade das organizações e realizar, o planeamento e participação nos reajustamentos nos diferentes níveis de tomada de decisão necessários ao aumento da performance organizacional.

Acredito que as estratégias de transformação digital, pelo anteriormente descrito e através do princípio da aproximação do cidadão à saúde via resolução de desigualdades geográficas, melhoria do acesso aos cuidados de saúde e garantia de um acompanhamento mais continuado e articulado entre os diferentes níveis de cuidados, com menor dispersão de recursos contribuindo assim, para uma maior eficácia, eficiência e sustentabilidade do nosso SNS.

Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 

Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária

agosto 06, 2024

OS DESAFIOS DO SNS, A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E A LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL

 OS DESAFIOS DO SNS, A GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E A LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL

Texto por: Ana Rita Leal de Nóbrega 

Enfermeira Coordenadora no 
Conselho de Gestão do CRI de Dermatologia na 
Unidade Local de Saúde Almada Seixal 
Enfermeira Especialista e Mestre em Enfermagem Comunitária 

Viver nos tempos modernos, implica felizmente o alcance de uma maior esperança de vida, com tudo o que isso implica para a pessoas e para o sistema de saúde. Um sistema de saúde, prestador de cuidados a uma população mais envelhecida e com um maior número de co morbilidades associadas, representa sem dúvida, um desafio à sustentabilidade do SNS. 

Nesta dinâmica, enquanto gestores e líderes num sistema de modelo beveriano, devemos assegurar a garantia do direito à proteção da saúde e assim promovemos um acesso equitativo e universal aos cuidados de saúde, com acesso atempado e adequado às necessidades, prioridades e estadios de cuidados de cada cidadão, independentemente das suas condições socio económicas. 

Neste contexto, não nos podemos também descentrar do fato do nosso cidadão, se encontrar cada vez mais informado no que respeita às suas necessidades de saúde. Simultaneamente, temos consciência de que dispomos de um conjunto de escassos recursos para fazer face a estas necessidades. De fato, trabalhamos num setor com um desenvolvimento tecnológico sem precedentes, no qual se tornou comum que organizações, instituições e empresas coloquem a aprendizagem permanente e a produção de novos conhecimentos e tecnologias como centro estratégico de sua sobrevivência e crescimento. 

Esta aposta efetiva na inovação, encontra cada vez mais sentido num mundo contemporâneo e globalizado por sua vez cada vez mais exposto a novas ameaças, riscos e sinais de vulnerabilidade à semelhança do que o recente contexto pandémico nos demonstrou. 

Em tempos pré pandémicos vivíamos num Mundo VUCA, Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, todas as mudanças ocorriam a uma velocidade estonteante, num verdadeiro contexto de incerteza, no qual as pessoas são consideradas visionárias e ágeis (Tratkowska, 2019). Porém com o período pandémico entramos, atrevo mesmo a dizer, numa realidade inversa e mais frágil abandonando o mundo VUCA e passando para o mundo BANI, Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível. Esta nova realidade torna-se de tal forma frágil que acarreta consigo medo, na medida em que percebemos que não estamos protegidos contra determinadas situações, como a pandemia que abalam o nosso mundo de um momento para o outro, abarcando consigo elevados níveis de ansiedade, por vivermos sempre no limite, o que ocasiona tomadas de decisão urgentes. 

Neste contexto, visionamos o mundo composto por um conjunto de eventos que parecem desconectados e desproporcionados entre si sendo importante referir que sem uma estrutura bem definida e padronizada, não é possível fazer organizações estruturadas (Cascio, 2020). Este contexto indica-nos que enquanto estrategas numa organização de saúde, necessitamos sem dúvida de repensar novos estilos de liderança, que tenham em consideração as características da sociedade na qual nos inserimos, as fragilidades e a sustentabilidade do próprio SNS, reconhecendo que se queremos ser bem sucedidos, perante este cenário se torna essencial assumir a importância da gestão estratégica de pessoas. Assim o considero, uma vez que, reconheço o potencial de competências dos profissionais de saúde tal como o seu potencial de adaptabilidade a novos desafios. 

Mediante este contexto, o papel da digitalização, da conetividade, da globalização e da comunicação, devem enquanto instrumentos de gestão reforçar o seu impacto nas organizações cada vez mais compostas por um conjunto de pessoas mais atentas, exigentes e participativas. Deste modo, é compreensível que os níveis de performance organizacional serão necessariamente mais elevados alavancados a níveis de eficiência e qualidade também eles elevados. São estas premissas que, nos conduzem a repensar e redefinir os modelos de gestão estratégica das pessoas que constituem as organizações enquanto motor das mesmas. 

Perante esta realidade, o capital humano bem liderado, potencia o sucesso das nossas organizações, podendo assim aumentar a sua vantagem competitiva através de uma gestão adequada de recursos, de elevados níveis de qualidade dos processos das organizações. São assim reconhecidos enquanto elementos chave, que possibilitam assegurar a capacidade de diferenciação dos cuidados prestados na organização e por outro lado terem a capacidade de anteciparem as necessidades dos seus clientes internos e externos (Nascimento et al.;2021). 

Um processo de gestão estratégica deve apresentar como principais características a aproximação permanente ao mercado e à envolvente da empresa, deve existir visão do exterior da organização, priorizar a flexibilidade, promoção da utilização dinâmica dos instrumentos de gestão, ao mesmo tempo que se desenvolvem e adequam mecanismos de feedback e de atenção de controlo, que acompanham a sofisticação dos sistemas de informação (Duarte et al.;2019). 

Nesta perspetiva de aproximação sistémica, devem estar presentes cinco princípios fundamentais na gestão de pessoas: o propósito e o significado, a ética e a justiça, crescimento e paixão, colaboração e relações pessoais, a transparência e abertura. 

Através da aplicação destes princípios acima enumerados, percebemos que os nossos profissionais são Pessoas, que possuem um conjunto de experiências, as quais resultam de um conjunto de aprendizagens que decorram ao longo da sua vida, dos seus processos formativos, dos seus talentos e paixões, o que influência a forma como mobilizam o conjunto das suas competências enquanto profissionais de saúde (Nascimento et al.;2021). 

Enquanto bons lideres, temos também nós de reunir um conjunto de ferramentas que nos possibilitem desenvolver um conjunto de novas competências nas quais se incluem, a coordenação relacional, a inteligência emocional, a negociação, a flexibilidade cognitiva, a resolução de conflitos e assim sermos capazes, com o foco no engagement das pessoas, sermos de aproveitar o potencial das nossos liderados, num processo de contínuo de desafio e encorajamento constante em busca da criatividade, inovação e aprendizagem ativa de toda a organização (Duarte et al.;2019). 

Desta forma, assiste-se ao desenvolvimento de uma cultura de confiança, comunicação autêntica, que simultaneamente promove a criatividade e a inovação, desenvolvendo iniciativas de benchmarking e networking que permitem a atualização e a capacidade de resposta num contexto em constante e rápida mudança. 

As organizações bem-sucedidas têm de passar de estruturas hierárquicas para modelos mais colaborativos e em rede, ancoradas em estruturas flexíveis e suportadas numa liderança caracterizada pela contínua capacidade de aprender, adaptar-se e desafiar os seus próprios modelos concetuais e operacionais de sucesso. 

A liderança eficaz garante um desempenho coletivo sustentável, sendo fundamental o desenvolvimento da liderança para melhorar a sua eficácia (Duarte et al.;2019). Reconheço assim de acordo com esta perspetiva, a relevância do empowerment de profissionais de saúde, dotando-os de capacidades de gestão, para a promoção de modelos de gestão mais adequados às necessidades das unidades de saúde e aos desafios que enfrentam. Neste processo, uma capacidade comportamental fundamental é a ambidextria organizacional, que deve demonstrar alinhamento e adaptabilidade no seu seio. O alinhamento assenta na coerência entre todos os padrões de atividade numa unidade ou seja, todos os processos trabalham no mesmo sentido e a adaptabilidade corresponde à capacidade de reconfigurar as atividades numa unidade organizacional de maneira a responder rapidamente a mudanças (Nascimento et al.;2021).

Mediante este contexto considero que devemos olhar para as nossas organizações do SNS e apostar num estilo de liderança transformacional. Assim o considero, já que, mediante este modelo de liderança o líder potencia e eleva as motivações dos seus seguidores, quando ele gera consciência e aceitação dos propósitos e da missão do grupo, e/ou quando incita os seus seguidores a deixar os seus próprios interesses de lado para o bem do grupo, inspirando-os para a realização de objetivos suportados por valores e ideais (Bass et al.;1994). 

Os líderes transformacionais conseguem potenciar a capacidade dos subordinados de pensarem por si próprios, de desenvolverem novas ideias e de questionarem as normas (Burns;1978). 

Partilho da perspetiva dos autores acima indicados, a qual defende que enquanto líderes transformacionais, conseguem envolver os seus subordinados num objetivo futuro atraente, inspiram-nos e levam-nos a comprometerem-se a atingir esse objetivo ou perspetiva. Conseguem-no através de um grande espírito de equipa que é construído através do seu entusiasmo, de elevados padrões morais, de integridade e otimismo e da sua capacidade em dar sentido ao trabalho dos seus seguidores, aumentando-lhes a autoeficácia, a confiança e a autodeterminação. 

Este estilo de líder exibem comportamentos carismáticos, despertam motivação inspiradora e fornecem estímulo intelectual, tratando com consideração individualizada os seguidores e transformando-os, de forma a alcançarem o seu pleno potencial e a gerarem níveis mais elevados de desempenho. 

Este processo de liderança é reconhecido principalmente por resultados como grandes mudanças na cultura, missão, objetivos e nas estratégias da organização. É considerado um processo relacional, em que os líderes mostram uma enorme preocupação em promover os comportamentos e atitudes dos seguidores que integram as equipas de trabalho multidisciplinares, tais como a satisfação, comprometimento e envolvimento. 

Considero assim que para além de repensarmos e readaptarmos os modelos de gestão estratégica no SNS, sejam implementadas medidas objetivas, focadas apenas nos elementos essenciais de gestão, de forma a conseguirmos reagir à velocidade crescente de todos estes desafios, nas suas diversas dimensões.

Referências Bibliográficas:

Bass, B.M. & Avolio, B.J. (Eds.). (1994). Improving organizational effectiveness through transformational leadership. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Burns, J.M. (1978) Leadership. New York. Harper & Row.

Cascio, J. (2020). Facing the Age of Chaos. https://medium.com/@cascio/facing-the-age-ofchaos-b00687b1f51d.

Duarte, A.; Nascimento, G.; Almeida, F.(2019). Organização e Políticas Empresariais Capítulo 1 Gestão de pessoas 4.0 – Entre a continuidade e a reinvenção (pg. 15-53) Conjuntura Atual Editora ISBN:978-989-694-397-4.

Nascimento, G., & Duarte, A. (2021). Healthcare People Management - Preparing today’s professionals for tomorrow. Health Management.Org, 21(3), 126–131.

Tratkowska, K. (2019). Digital transformation: theoretical backgrounds of digital change. Management Sciences, 24(4), 32–37. https://doi.org/10.15611/ms.2019.4.05.


junho 01, 2024

Enquanto Enfermeiro Especialista quando posso concorrer a Enfermeiro Gestor?

PERGUNTA:

(…) Eu terminei a especialidade/mestrado em 2019, tenho o título desde esse ano. Concorri à categoria de especialista e tomei posso no ano passado (2023).

Este ano de 2024 posso ou não concorrer se abrir concurso para a categoria de enfermeiro gestor?

RESPOSTA:

O Decreto-Lei n.º 71/2019, de 27 de maio é claro "A admissão para a categoria de enfermeiro gestor faz -se de entre enfermeiros especialistas, com três anos de exercício de funções na especialidade correspondente à do serviço ou unidade a que respeita o posto de trabalho a ocupar, e preferencialmente habilitados com formação em gestão de serviços de saúde.”

Ou seja, um enfermeiro que tenha realizado a sua formação como especialista, tem mesmo de ter 3 anos na categoria de enfermeiro especialista.

Se realmente a área da gestão é um dos objetivos do Enfermeiro Especialista, adote a Portaria n.º 153/2020 como o seu guia de escolhas de carreira e CHECKLIST de crescimento.

Aproveite este tempo de "espera" e veja-o como um tempo de crescimento e desenvolvimento pessoal.

É uma verdadeira questão de estratégia de carreira.

Fernando Barroso

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agosto 25, 2023

Plano Nacional de Saúde 2030

 

Foi publicado no dia 16 de agosto de 2023 em Diário da República, o novo Plano Nacional de Saúde (PNS), coordenado pela Direção-Geral da Saúde.

Este é um instrumento essencial de governação em saúde, e que todos os Enfermeiros Gestores (e todos os profissionais da área da gestão em saúde) devem ter em consideração aquando do seu planeamento.

O PNS 2030 estabelece as orientações estratégicas da política de saúde com vista a reduzir as desigualdades e aumentar o bem-estar da população em todo o ciclo de vida.

O documento define metas até 2030 ao nível da promoção da saúde, prevenção da doença e melhoria do estado de saúde da população.

São estas as prioridades do PNS 2030 para a próxima década:

1. Proporcionar a cada criança o melhor começo de vida;

2. Prevenir todas as formas de violência interpessoal;

3. Proteger ativamente as populações que vivem em situação de maior vulnerabilidade;

4. Caminhar na eliminação de todas as mortes preveníveis e prematuras, muito em particular relacionadas com o cancro e as doenças cerebrocardiovasculares;

5. Preparar o país para responder às emergências em saúde;

6. Garantir a efetiva participação da comunidade;

7. Modernizar o contributo e a extensão das funções da saúde pública;

8. Readequar as competências e a dimensão da força de trabalho em saúde;

9. Identificar capacidades de liderança em saúde global.


Este documento passa a integrar o conjunto de documentos anexos ao E-book - Enfermeiro Gestor: Como Preparar o Curriculum Vitae + Projeto de Gestão e Administração dos Serviços de Enfermagem


Fernando Barroso

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julho 06, 2023

Como Paginar os Anexos do CV


É fundamental facilitar a vida ao Júri na consulta do seu CV

Para isso garanta que todas as referências que coloca no seu CV e que vão ser pontuadas tenham sempre a referência ao anexo correspondente

Dessa forma o Júri vai encontrar facilmente o que procura.

Por exemplo:

  • Cédula Profissional (anexo 1)
  • Certificado do Curso de Licenciatura (anexo 2)
  • Curso Formação em Segurança do Doente (anexo 10)
  • Acompanhamento de Aluno em Ensino Clínico (anexo 32)

Sugiro que:

1. Construa o seu CV

2. Coloque corretamente no texto do CV, após cada referência que faz, a indicação (anexo 1), (anexo 2), (anexo 3) e assim sucessivamente ao longo do texto.

(note que um mesmo certificado pode ser utilizado para mais do que um assunto. Por exemplo, um certificado que prove atividade como Formador e Como Formando num único documento; um certificado que agregue várias atividades realizadas, emitido por uma Instituição de saúde, etc.).

3. Organize os seus anexos (de preferência) pela mesma ordem que aparecem ao longo do CV.

4. Depois de tudo certinho (e revisto), Eu faria uma cópia dos originais e trabalhava nessas cópias.

As cópias não precisão de ser a cores.

5. Numere todos os certificados/anexos de forma a corresponderem à referência que colocou no seu CV, no canto superior direto de cada certificado. Pode fazê-lo manualmente, com uma letra simples, mas bonita.

6. Depois de ter um conjunto feito, faz desse conjunto (já ordenado e numerado) as cópias necessárias para entregar com a sua candidatura.

7. Há quem coloque o CV + Anexos num único conjunto, mas também há quem entregue o CV num conjunto encadernado e os anexos (corretamente identificados) encadernados à parte. 

Ambas as soluções são válidas desde que se facilite a consulta dos documentos por parte do Júri.

O pior que pode fazer é “obrigar” o Júri a andar à procura das evidências para conseguir confirmar o que é referido no CV, no meio de centenas de documentos desordenados. Não cometa esse erro.

Boa Sorte.

Fernando Barroso

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maio 04, 2023

Tens alguma sugestão para o Relatório de Período Experimental para a Categoria de Enfermeiro Gestor?


Para a elaboração de um Relatório de Período Experimental para a Categoria de Enfermeiro Gestor, sugiro (caso não exista um modelo institucional) ter em consideração o seguinte:
  • Um relatório sobre um período experimental de trabalho deve conter uma descrição das funções exercidas pelo enfermeiro, com destaque para as principais atividades realizadas durante o período experimental.
  • Além disso, deve incluir uma compilação completa e coerente de tudo o que diz respeito ao trabalho, desde a descrição da realização experimental até aos resultados obtidos e ideias associadas.
  • Portanto, ao escrever um relatório sobre um período experimental de trabalho, é importante fornecer uma visão global do trabalho realizado pelo Enfermeiro Gestor durante o período experimental (concretizações e dificuldades), com foco nas atividades e resultados mais relevantes.
  • Sugiro usar de enorme sinceridade porque os dados podem ser facilmente cruzados.
  • Pode e deve ser feita referência ao Plano de Gestão e Administração do Serviço de Enfermagem (ou outros projetos importantes que tenham sido contratualizados), apontando o que foi já eventualmente iniciado e o que terá (fruto da realidade atual) que ser alterado/ajustado.

Pode também considerar-se como estrutura as bases do planeamento em saúde (um processo que envolve a análise da realidade e a organização de caminhos para atingir um objetivo coletivo)

As etapas do planeamento em saúde podem variar, dependendo da abordagem utilizada, mas algumas etapas comuns incluem:

  • Análise da situação
  • Definição dos objetivos, de estratégias e de recursos.
  • Elaboração de um cronograma.
  • Execução e monitorização.
  • Revisão e ajustes

Fernando Barroso

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fevereiro 19, 2023

Competências do Líder no Século 21

Estive a ver uma apresentação do Darren Hardy sobre a liderança no século 21. O vídeo (de uma hora) está no YouTube e intitula-se “21st Century Leadership Darren Hardy at VEMMA Convention 2013”

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=W-QQnJhDI8U

Diz Darren Hardy (muito resumidamente):

“…quais são os principais atributos de carater que você precisa para ser um líder do século 21? Quais são as competências, as poucas competências específicas que você vai querer dominar (…) para ser um líder do século 21?

Não é o capital financeiro, e o capital humano

Não é competência económica, é a inteligência emocional

Não é o controlo, é a colaboração

Não é hierarquia, é a rede de colaboração

Não é desenvolver seguidores, é desenvolver líderes

(…) aqui está o que um líder faz. Um líder serve de modelo para o comportamento a ser feito. Essa é a diferença para um chefe e um gestor. Um líder serve de modelo para o comportamento esperado. Ele mesmo faz primeiro o que ele quer que o seu pessoal faça (…). Darren Hardy

Dei por mim a refletir que esta é uma competência que sempre procuro desenvolver - dar o exemplo - mas existe um problema.

- Há profissionais que, simplesmente, não querem seguir um exemplo.

Há profissionais que tem as suas próprias convicções e nunca vão seguir o exemplo. Pelo menos não o vão seguir na totalidade. Apenas com o exemplo, este tipo de profissional não vai mudar.

Este tipo de profissional é capaz de afirmar que é o “melhor profissional de sempre” e que não compreende porque é que lhe estamos a apontar falhas, mesmo quando lhe apresentamos as evidências do seu fraco desempenho.

Um profissional assim não muda pelo exemplo, ele tem de ser “obrigado” a mudar.

E se um líder não o consegue convencer a mudar, este tipo de profissional vai contaminar toda a equipa. E perante este cenário, provávelmente só há uma solução... seguir outro caminho.

Fernando Barroso

https://fernandobarroso.gumroad.com/

outubro 02, 2022

Como Preparar a Prova Pública de Discussão Curricular

 

O formato da “Prova pública de discussão curricular, com apreciação e discussão do projeto de gestão e administração dos serviços de enfermagemestá definido na portaria 153/2022 de 23 de junho, em especial no artigo 8º (pontos 1 a 5).

Estão aí indicados os principais critérios em avaliação:

a) Capacidade de comunicação, de argumentação e clareza de discurso;

b) Coerência do projeto com a missão, visão e valores institucionais;

c) Contributo para o desenvolvimento profissional da equipa;

d) Contributo para uma liderança eficaz que conduza à motivação, produtividade e valorização do resultado em saúde dos cidadãos/indicadores.

Estes critérios foram, entretanto, publicitados pelo júri do concurso conjuntamente com a grelha de avaliação correspondente, à qual o candidato deve dar especial atenção. Efetuar uma prova de discussão que dê resposta cabal a estes critérios de avaliação é fundamental. Estas são indicações preciosas que o candidato deve ter em consideração na sua preparação para a prova.


OS 15 MINUTOS INICIAIS

É dado ao candidato “Até quinze minutos iniciais, (…) para exposição do seu currículo profissional e do seu projeto de gestão e administração dos serviços de enfermagem”.

Este é um tempo precioso que o candidato deve usar ao máximo, tendo o cuidado de não ultrapassar o tempo.

Neste tempo, o candidato pode:

Entregar ao júri uma errata dos eventuais erros que, entretanto, tenha detetado no seu CV/Projeto de gestão;

Realizar uma apresentação sumária do seu CV, mas sem ser exaustivo ou aborrecido, até porque o CV já foi avaliado e tem uma avaliação atribuída que não vai ser alterada nesta fase pelo júri.

Apresentar o seu projeto de gestão num discurso calmo, com uma sequência coerente, evidenciando os aspetos mais relevantes do projeto, mas também os aspetos que não tenha tido oportunidade de explicar bem no texto do projeto.

Aquando da preparação para esta discussão, caso tenha detetado alguma inconsistência no projeto, esta é a oportunidade para – de forma livre, mas criativa – explicar melhor ao júri a sua visão.

 

PREPARAÇÃO PARA A PROVA.

O candidato a Enfermeiro Gestor deve iniciar a sua preparação para a prova de discussão pública o mais cedo possível. Se ainda não o fez, já está atrasado.

Sugestões para a preparação:

Prepare uma cópia do CV e uma cópia do projeto em papel, tal e qual como entregou ao júri. Vai levar essas cópias consigo para o dia da discussão.

Volte a ler e reler o seu CV e o seu projeto de Gestão, e faça todas as anotações que entender nesses documentos. Ele é seu e ninguém o vai impedir de o fazer.

Identificar nestes documentos qualquer erro (elaborando de imediato uma errata) ou incongruência (elaborando uma explicação complementar ou alternativa). Conhecer profundamente os documentos que disponibilizou ao júri é fundamental.

Para cada parágrafo do seu projeto – encontre uma frase resumo de menor tamanho, que transmita a mesma mensagem;

Para cada conceito – Saiba o significado e prepare um exemplo;

Para cada metodologia referida – Saiba explicar o método de forma simples e prática e saiba ilustrar como é que você fez.


DOCUMENTOS BASE PARA ESTUDAR

A Carreira de Enfermagem – em especial a categoria à qual se candidata;

O Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros (REPE);

O Código Deontológico;

Qualquer outro documento a que tenha feito referência no seu projeto de gestão;

Documentos da Instituição/Serviço a que se candidata – Regulamento Interno da Instituição/Serviço, Missão, Valores, Política de Enfermagem da Instituição, etc.;

 

OUTRA BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Procure documentos, artigos, livros que possam contribuir para expandir e melhorar a sua visão e aquilo que significa ser Enfermeiro Gestor;

Livros ou artigos sobre gestão em saúde e gestão em enfermagem;


Alguns Clássicos (Link no título do livro):

Princípios de Administração para Enfermeiros, de Manuela Frederico e Maria dos Anjos Leitão;

Qualidade em Enfermagem, de Walter Hesbeen;

Ser Enfermeiro – Da Compaixão à proficiência, de Margarida Vieira.

Do Silêncio à Voz, de Bernice Buresh e Suzanne Gordon

 

Procurar Informação disponível nos sites (link na referência):

Ordem dos Enfermeiros

Conselho Internacional de Enfermagem

The Foundation of Nursing Leadership

Artigos de Gestão em Enfermagem


EXERCÍCIO PREPARATÓRIO - Refletir e Escrever, Para Si, Aspetos Individuais e Antecipar Respostas

Durante a prova de discussão “espere o inesperado”

Como exercício, crie as suas próprias perguntas e respostas, ou em alternativa, responda a estas perguntas:

O que é para si ser enfermeiro gestor?

Qual o maior desafio da enfermagem hoje?

Qual o maior desafio da enfermagem na Instituição a que se candidata?

Com deve ser a relação do enfermeiro gestor com outros grupos profissionais?

Como interviria perante um enfermeiro que está sempre a faltar?

Se tiver um enfermeiro na sua equipa que presta maus cuidados de enfermagem, o que faria?

O seu enfermeiro diretor pede-lhe uma tarefa “urgente” e complexa no final do turno de sexta-feira. Como responderia?

Vários enfermeiros da equipa ficam ausentes de forma inesperada, e muito abaixo do rácio de segurança. O que faz?

Que estratégias sugere perante uma equipa que não colabora/assiste à formação em serviço?

Que estratégias sugere perante um enfermeiro da equipa com doença psiquiátrica?

Que estratégias sugere perante atitudes de Bullying dirigida a um elemento da equipa?

Como futuro enfermeiro gestor, quais as ferramentas/estratégias ao seu dispor para motivar a equipa de enfermagem?

O seu serviço está manifestamente sujo. O que faz?

90% das Enfermeiras e AO’s do serviço usam unhas pintadas/gel. Como reage?

(que outras perguntas consideras que podem ser pertinentes? Deixa a tua sugestão nos comentários)

NOTAS FINAIS

Se tiver o privilégio de assistir às provas públicas de outros candidatos, antes da sua, não perca de forma alguma essa oportunidade. Vai dar-lhe uma enorme vantagem.

Vai permitir-lhe conhecer a forma como o júri prepara a discussão, com o júri interage entre os seus elementos e com o candidato. Que tipo de perguntas, cada elemento do júri coloca ao candidato e de que forma, e que respostas pretende receber.

Vai permitir-lhe perceber a forma como o júri controla o tempo (os 15 minutos e toda a prova).

Pense – para cada pregunta colocado ao candidato - como é que você responderia?

Tudo isto vai permitir-lhe ganhar experiência. Aproveite ao máximo.


E já agora, Boa sorte

Um dia Feliz

Fernando Barroso

Enfermeiro Gestor

https://fernandobarroso.gumroad.com/

setembro 04, 2022

Como utilizar os 15 minutos da Prova Pública num concurso para Enfermeiro Gestor?

Um ponto a considerar, mesmo sabendo que a sensibilidade de cada júri será sempre diferente, é ter em atenção os critérios de avaliação, adaptando o discurso e o estilo do discurso em conformidade.

  1. Caso tenha detetado algum erro ou imprecisão no texto do projeto, deve entregar logo no inicio uma errata. Essa errata deve ser entregue não apenas ao presidente do júri, mas a todos os elementos que constituem o júri.
  2. Se necessário pode elaborar sobre essa errata, mas deve reduzir isso ao mínimo indispensável.
  3. Não esquecendo que o "tema" da discussão é o projeto de gestão, pode iniciar o seu período de 15 minutos apresentando-se sumariamente ao júri, e referindo especificamente as suas razões e motivos para se apresentar ao concurso à categoria de enfermeiro gestor.
  4. De seguida deve apresentar o seu projeto, respeitando o que lá está escrito.
    1. Referir sumariamente a metodologia
    2. Explicar o projeto, com tónica na SUA visão e nas soluções propostas.
    3. Referir a informação importante que possa ter sido relegada para os anexos, uma vez que não há a garantia de que o júri tenha efetivamente lido os anexos.
    4. Sempre que possível, deve interligar ideias, envolver a equipa na solução, demonstrando o seu conhecimento da instituição e das suas orientações internas.
  5. Terminar com a demonstração de disponibilidade para responder ao júri.


Deve levar consigo a sua apresentação por escrito.

O texto deve ser escrito e editado de forma a responder tecnicamente ao concurso, mas também a respeitar escrupulosamente o tempo disponível.

O tempo de leitura do texto deve ser previamente cronometrado pelo candidato e ajustado se necessário (não esquecer que no próprio dia os nervos podem trai-lo).

O tempo alvo ideal são os 14m30s e este tempo inclui até "beber água" pelo meio.

A leitura deve ser calma e percetível. De nada vale ter um texto longo para ler às pressas para depois ultrapassar o tempo (o pior que pode acontecer) e o júri não perceber nada ou muito pouco do que foi dito.

Mais sugestões no e-book Enfermeiro Gestor: Como Preparar o Curriculum Vitae + Projeto de Gestão e Administração dos Serviços de Enfermagem

E tu, tens alguma outra sugestão que queiras partilhar? Deixa o teu comentário abaixo. Obrigado

Boa Sorte.

Um dia Feliz

Fernando Barroso

Enfermeiro Gestor

https://fernandobarroso.gumroad.com/